Construir com sustentabilidade vale a pena?

Construir com sustentabilidade é uma tendência que vem se fortalecendo muito nos últimos anos em todo o mundo, e já dá mostras de se tornar bastante expressiva no Brasil.

O maior atrativo de construir com sustentabilidade com certeza é o respeito ao meio ambiente, mas muitos proprietários se questionam com eventuais custos adicionais, que em alguns casos e dependendo das soluções, podem ser consideráveis. Com isso, surge a pergunta: vale a pena construir com sustentabilidade?

Como o cenário da sustentabilidade no Brasil ainda está se consolidando, e mesmo pelo mundo afora muitos avanços e estudos precisam ser feitos, não é simples afirmar categoricamente quais são ganhos em redução de despesas de se construir com sustentabilidade.

Para navegar por essas águas incertas, informações precisas e honestas são fundamentais, e três perguntas básicas devem ser feitas:

Construir com sustentabilidade: incentivos, custos e economia

Para entender o real valor de construir com sustentabilidade, você precisa se perguntar:

  • Há incentivos para construções verdes?
  • Quais são os custos de construir com sustentabilidade?
  • A economia e a valorização compensam esses custos?

Com essas três perguntas, você consegue entender o real valor de construir com sustentabilidade, e avaliar quais são as soluções que você quer adicionar ao seu projeto.

Incentivos

Já existem incentivos municipais amparados pelo governo para as construções que apresentam soluções de sustentabilidade. Um dos mais conhecidos é o IPTU verde, que te recompensa com descontos no IPTU dependendo do nível de sustentabilidade da residência.

No IPTU verde, questões como proporção da área verde, reaproveitamento de água, reciclagem, energia solar e várias outras aumentam a quantidade de desconto, que variam de município a município.

Esse incentivo deveria ser mais aplicado nos municípios do Brasil, pois a casa sustentável colabora com a diminuição do consumo de energia elétrica e água na cidade. Esse primeiro passo já dá mostras de consolidação futura, e o número de imóveis que recebem o benefício vem aumentando a cada dia.

Custos versus economia

Essa é a parte mais complexa  de construir com sustentabilidade: entender quais são os custos e os benefícios atrelados à obra.

Luiz Henrique Speyer, consultado pelo CRECI do Paraná no ano passado, afirma que pode haver um aumento de 15% nos custos de uma obra para incluir questões como a iluminação natural e o reaproveitamento de água. Portanto, uma casa de médio padrão que seria construída por R$ 200 mil passaria a custar R$ 230 mil.

Porém, cada caso é um caso: construir com sustentabilidade não possui uma fórmula específica de aumento do preço para se ter um benefício. Há como implantar soluções praticamente sem custos e ainda assim ter uma redução no consumo de energia e água.

É necessário planejar o que você irá implantar para não ter problemas de manutenção ou pouca durabilidade, ou instalar soluções que à vezes não trazem impacto algum. Ótimos investimentos com retorno garantido são: a iluminação natural, painéis fotovoltaicos para você gerar sua própria energia, reaproveitamento de água e a ventilação cruzada.

Esses custos são justificados pela redução do consumo de energia e água, que dependendo das soluções construídas – e no caso de um aumento de 15% as soluções normalmente são bastante eficazes – em alguns anos o seu investimento pode ser completamente pago.

Também deve-se levar em conta o ganho de conforto e bem estar na residência sustentável que recebe mais iluminação natural do sol, tem ar mais limpo com a ventilação natural e ótimo controle térmico do interior.

Se você acumula água de chuva numa cisterna, pode lavar áreas externas com mais frequência sem impactar o meio ambiente, o que é muito aconselhável para que tem pets no quintal, visando a higiene e saúde dos bichinhos.

Esta é uma das áreas de difícil cálculo de retorno financeiro mas de fácil compreensão do benefício agregado. Por mais que o retorno dos investimentos seja a médio prazo, deve-se pensar a longo prazo: o imóvel muito provavelmente durará mais de 50 anos e seu valor de revenda será maior.

Outras questões também entram na justificação dos custos. O aluguel de prédios comerciais na capital paulista com certificação LEED de sustentabilidade chega a aumentar 10%, sendo que a taxa de vacância se torna 20% mais rápida, segundo informações do GBC Brasil, que lida somente com dados dessa certificação. Isso aponta para um cenário ganha-ganha: o aluguel se torna mais caro e as estruturas são ocupadas com mais facilidade.

Morar em um edifício verde também possui a vantagem dos custos de condomínio: segundo o GBC Brasil, as taxas costumam ser de 20% a 25% mais baratas, pois há redução do consumo de água e energia das áreas comuns.

Valorização dos imóveis

A valorização do imóvel também é uma realidade. Conseguir números exatos é uma tarefa complicada, já que os estudos mais confiáveis ainda estão em desenvolvimento, porém já se pode entender a tendência dos imóveis verdes para traçar parâmetros de valorização.

Na capital de São Paulo, 72% dos prédios construídos entre 2012 e 2020 já possuem certificação de sustentabilidade, mostrando que, em alguns anos, eles já serão a maioria, segundo o GBC Brasil.

A valorização segue tendências, e quando essas tendências são aliadas a ganhos reais na economia e no bem estar dos moradores, a valorização vem com mais velocidade e mais certeza.

O PROCEL, em conjunto com o INMETRO e a Eletrobras, já desenvolveu um selo de eficiência de edificações. Ele faz parte do programa chamado PBE Edifica (Programa Brasileiro de Etiquetagem) que visa dar às residências um selo de eficiência energética, como os que existem para aparelhos elétricos, veículos, etc.

Para edificações governamentais, este selo já é obrigatório. Para o setor privado (nossas residências) ele será um diferencial e que vai afetar bastante o valor de revenda do imóvel que não estiver na conformidade. O programa será estendido para o setor privado nos próximos anos, sem data certa.

A Caixa Econômica Federal oferece o Selo Azul, um incentivo para financiamentos de construções populares. Para fazer adesão ao programa, o projeto de construções populares deve atender requisitos mínimos de sustentabilidade e que devem, com o passar dos anos, ser amplamente utilizados por todos os incorporadores.

Construir com sustentabilidade usando a automação residencial

A automação residencial tem um papel importante quando se fala em construir com sustentabilidade.

Oferecendo soluções de controle de temperatura, iluminação de acordo com a luminosidade do ambiente no momento, desligamento automático de eletrodomésticos e ar condicionado, dentre outras, a automação residencial maximiza a economia que construir com sustentabilidade oferece.

Os investimentos são pequenos e pontuais, sendo que você pode escolher exatamente o que quer automatizar em sua casa. A automação residencial veio para ficar, e quando você procura construir com sustentabilidade, ela é importante aliada.

Quer saber mais sobre a automação residencial? Então entre em contato com a Innov Home e vamos continuar essa conversa!

Para mais matérias como essa, não deixe de seguir o nosso blog sobre sustentabilidade nas construções, ok? Até a próxima!

(imagens: divulgação)


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